Paraíba

Abril 15, 2008

Estado da Paraíba

SAIBA MAIS…

A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada a leste da região Nordeste e tem como limites o estado de Rio Grande do Norte ao norte, o Oceano Atlântico a leste, Pernambuco ao sul e o Ceará a oeste. Ocupa uma área de 56.439 km² (pouco menor que a Croácia).

A capital é João Pessoa e outras cidades importantes são Campina Grande, Santa Rita, Guarabira, Patos, Sousa, Cajazeiras,Areia e Cabedelo. O relevo é modesto, mas não muito baixo; 66% do território estão entre 300 e 900 metros de altitude.

Seus principais rios são o Paraíba, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú, Peixes e Sanhauá.

Da Paraíba surgiram alguns dos mais notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos (1884-1908), José Américo de Almeida (1887-1980), José Lins do Rego (1901-1957) e Pedro Américo (1843-1905) (mais conhecidos por suas pinturas históricas). Na Paraíba se encontra o ponto mais oriental das Américas, conhecido como a Ponta do Seixas, em João Pessoa. Devido sua localização geográfica privilegiada, João Pessoa é conhecida turisticamente como “a cidade onde o sol nasce primeiro”.

História

Ver artigo principal: História da Paraíba

A Ponta do Seixas, ponto mais oriental do território brasileiro, está representada em mapa desde 1502, denominada como monte São Vicente. Dentro do sistema de capitanias hereditárias (1534), couberam a João de Barros e a Aires da Cunha cem léguas de terra entre a foz do rio Jaguaribe a Norte, até à baía da Traição a Sul, compreendo os atuais estados da Paraíba (parte), Rio Grande do Norte e Ceará, como um segundo lote em adição ao do Maranhão. Com o naufrágio da expedição destes donatários, que se dirigiu ao primeiro lote, não foi possível colonizar o senhorio.

Uma revolta dos indígenas potiguar das margens do rio Paraíba, articulada por traficantes franceses de pau-brasil (Caesalpinia echinata), dizimou o Engenho Tracunhaém de Diogo Dias (1574). Para dominar a rebelião, no início do ano seguinte, uma expedição foi enviada da Capitania de Pernambuco, sob o comando do Ouvidor Geral e Provedor da Fazenda Fernão da Silva, sem sucesso. Nova expedição, enviada de Salvador, na Capitania da Bahia pelo governador da Repartição Norte, D. Luís de Brito e Almeida (1573-1578), não conseguiu atingir a Paraíba devido a uma tempestade que lhe dispersou as embarcações, obrigando-as a arribar, avariadas, a Pernambuco, em setembro de 1575. Uma terceira expedição foi armada pelo governo da Capitania de Pernambuco, partindo de Olinda sob o comando de João Tavares (1579), também com êxito limitado.

Brasão da Capitania da Paraba.

Finalmente, o governador-geral Manuel Teles Barreto (1583-1587) solicitou o auxílio da frota do Almirante D. Diogo Flores de Valdés, que à época patrulhava a costa brasileira, unindo-se ao Capitão-mor da Paraíba, Frutuoso Barbosa, e organizando nova expedição (1584), que fundou a segunda Cidade Real no Brasil: Filipéia de Nossa Senhora das Neves. O Ouvidor-mor Martim Leitão, com o auxílio das forças do cacique Pirajibe, subjugou os indígenas, erigiu um novo forte e fundou nova e definitivamente a povoação de Filipéia de Nossa Senhora das Neves (5 de agosto de 1585), núcleo da cidade da Parahyba, atual João Pessoa. A paz definitiva com os indígenas, entretanto, só foi alcançada em 1599, após uma epidemia de bexigas (varíola) que dizimou a população nativa.

No contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654), a região foi ocupada por forças neerlandesas (1634), que somente foram expulsas duas décadas mais tarde pelas tropas do Mestre-de-Campo André Vidal de Negreiros (1606-1680) e de João Fernandes Vieira, que tomou posse do cargo de Governador da cidade, que passou a chamar-se Parahyba.

A partir de 1753 a Capitania da Paraíba ficou subordinada à Capitania Geral de Pernambuco, da qual se tornou novamente independente a partir de 1799.

No século XIX, sofreu os reflexos da Revolução Pernambucana (1817), e da Confederação do Equador (1825).

No ano de 1930, a chamada Guerra de Princesa envolveu as oligarquias locais, registrando-se o assassinato do governador do Estado, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (Recife, 26 de julho de 1930), indicado como vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas, candidato (derrotada) à presidência da República. O fato foi manipulado como um dos estopins da Revolução de 1930. Comovida com o evento, a capital paraibana passou a ser denominada “João Pessoa“.

Relevo

Imagem de satélite do relevo da Paraba.

Imagem de satélite do relevo da Paraíba.

A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, e bastantes antigas, que remontam a era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos.

Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, também resultam da idade geológica desses terrenos.

  • No litoral temos a Planície Litorânea que é formada pelas praias e terras arenosas.
  • Na região da mata, temos os tabuleiros que são fomados por acúmulos de terras que descem de lugares altos.
Serra da Copaoba.

Serra da Copaoba.

O Planalto da Borborema é o mais marcante do relevo do Nordeste. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude.

A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, com uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, e fica localizado no município de Maturéia.

Hidrografia

Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores, Rios Litorâneos e Rios Sertanejos.

Rio Mamanguape.

Imagem: Rio Mamanguape.

Vegetação

Vista da Pedra do Cordeiro municpio de Belém.

Vista da Pedra do Cordeiro município de Belém.

A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de “tabuleiro”, formado por gramíneias e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras. Formadas por floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Localizados nos estuários, os manguezais apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural.

A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga, devido ao clima quente e seco característico da região. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru.


Amazonas

Abril 15, 2008

Estado do Amazonas

SAIBA MAIS…

O Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas, ocupando uma área de 1.570.745,680km², pouco maior que a Mongólia e pouco menor que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados.

O estado está situado na região Norte do país e tem como limites a Venezuela e Roraima a norte, o Pará a leste, o Mato Grosso a sudeste, Rondônia a sul, o Acre a sudoeste), o Peru a oeste e a Colômbia a noroeste. Sua capital é a cidade de Manaus e outras localidades importantes são, Coari, Manacapuru, Tefé, Parintins, Itacoatiara, Tabatinga.

Características gerais

Em 2007 posicionou-se como a 13ª unidade mais rica do Brasil em PIB, superando Pará, Espirito Santo, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rondônia, Piauí, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima. Sua população constitui cerca de 1,75% do número de habitantes do país e a região detém boas taxas de crescimento nos últimos anos. O Amazonas é um dos poucos estados brasileiros que não possui litoral, mas é um dos que possuem a maior bacia hidrográfica e o maior rio do mundo, a Bacia Amazônica e o rio Amazonas.

A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 22.400km², superior à área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476km² e o menor é Iranduba, com 2.204 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos. No estado os rios são as estradas e as enormes distâncias são medidas em horas ou em dias de viagem de barco. Todavia, todos os municípios possuem pistas para operações de aeronaves, sendo que a maioria é servida por aeroportos, havendo em Manaus e Tabatinga aeroportos de nível internacional.

Geografia

Tem ao mesmo tempo as terras mais altas, como o pico da Neblina, com 2.994m e o pico 31 de Março, com 2.992m de altitude) e a maior extensão de terras baixas (menos de 100 metros) do Brasil. Juruá, Purus, Madeira, Negro, Amazonas, Içá, Solimões, Uaupés e Japurá são os rios principais. Veja a lista de rios do Amazonas.

O Amazonas tem 98% da sua área florestal intacta, pois sua vocação econômica foi desviada para outras atividades a partir da reorganização e ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. Existe um esforço para manter os projetos agropecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.

Aqui encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas, Mariuá, com 1200, e Anavilhanas[1], com 400, situados no Rio Negro e umagrande Reserva Biológica inundada, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá[2]. A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, quelônios, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos. Das milhares de espécies de peixes da Amazônia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazônia).

De um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se em Humaitá, Apuí, Lábrea e em outros municípios do Sul do Estado.

História

Ver artigo principal: História do Amazonas

Embora pelo Tratado de Tordesilhas (1494), todo o vale amazônico se encontrasse nos domínios da Coroa espanhola, a foz do grande rio só foi descoberta seis anos mais tarde, por Vicente Yáñez Pinzón, que a alcançou em fevereiro de 1500, seguido por seu primo Diego de Lepe, em abril do mesmo ano. Quatro décadas depois, outros espanhóis, Gonzalo Pizarro e Francisco de Orellana, partindo de Quito, no atual Equador, atravessaram a cordilheira dos Andes e exploraram o curso do rio até ao Oceano Atlântico. A viagem, que durou de 1540 a 1542, foi relatada pelo dominicano frei Gaspar de Carvajal, que descreveu terem sido atacados por mulheres guerreiras às margens do rio, o que acabaria popularizando o nome “Amazonas”, místicas mulheres guerreiras da Grécia antiga. Ainda no século XVI, registraram-se a expedição de Pedro de Ursua e Lope de Aguirre (1508-1561) em busca do lendário Eldorado (1559-1561).

Sem ocupação efetiva, além de algumas feitorias inglesas e holandesas explorando as chamadas “drogas do sertão“, somente durante a Dinastia Filipina (1580-1640) a Coroa hispano-portuguesa se interessou pela região, com a fundação de Santa Maria das Graças de Belém do Grão-Pará (1616), sendo dignas de registro a expedição do Capitão-mór da Capitania do Grão-Pará e Cabo, Pedro Teixeira, que percorreu o grande rio do Oceano Atlântico até Quito, com 70 soldados e 1.200 indígenas, em quarenta e sete canoas grandes (1637-1639), e logo em seguida a de Antônio Raposo Tavares, cuja bandeira, saindo da Capitania de São Vicente, atingiu os Andes, retornando pelo rio Amazonas até Belém, percorrendo um total de cerca de 12.000 quilômetros, entre 1648 e 1651.

No século XVIII, a região do alto rio Amazonas foi considerada estratégica tanto para a diplomacia espanhola – por representar via de acesso ao Vice-reino do Peru -, quanto para a diplomacia portuguesa, especialmente a partir da descoberta de ouro nos sertões de Mato Grosso e de Goiás, escoado com rapidez pela bacia do rio Amazonas. É nesse contexto que se inserem as instruções secretas passadas por Sua Majestade ao Governador e Capitão General da Capitania do Grão-Pará, João Pereira Caldas, para que fossem fundadas sete feitorias pelo curso dos rios amazônicos, de Belém até Vila Bela do Mato Grosso e à capital da Capitania do rio Negro, para apoiar o comércio (contrabando), com as províncias espanholas do Orinoco (Venezuela), de Quito (Equador), e do Peru, comércio esse que antes se fazia com a Colônia do Sacramento (Instrução Secretíssima, c. 1773. Museu Conde de Linhares, Rio de Janeiro). A assinatura do Tratado de Madrid (1750) ratificou essa visão, tendo a Coroa portuguesa feito valer também na região o princípio do “uti possidetis”, apoiado por uma linha de posições defensivas que, mesmo virtualmente abandonadas após o Consulado Pombalino (1750-1777) e durante o século XIX, legariam à diplomacia da nascente República brasileira os seus atuais contornos fronteiriços.

Dentro do projeto de ocupação do sertão amazônico, constituiu-se a Capitania Real de São José do Rio Negro pela Carta-régia de 3 de março de 1755, com sede na aldeia de Mariuá, elevada a vila de Barcelos em 1790. No início do século XIX, a sede do governo da Capitania foi transferida para a povoação da barra do Rio Negro, elevada a Vila da Barra do Rio Negro para esse fim, em 29 de março de 1808. À época da Independência do Brasil em 1822, os moradores da vila proclamaram-se independentes, estabelecendo um Governo Provisório. A região foi incorporada ao Império do Brasil, na Província do Pará, como Comarca do Alto Amazonas em 1824. Ganhou a condição de Província do Amazonas pela Lei n° 582, de 5 de setembro de 1850, sendo a Vila da Barra do Rio Negro elevada a cidade com o nome de Manaus pela Lei Provincial de 24 de outubro de 1848 e capital em 5 de janeiro de 1851.

Economia

Ver artigo principal: Economia do Amazonas

A economia baseia-se na indústria, no extrativismo, inclusive de petróleo e gás natural, mineração e pesca. Com relação ao extrativismo, grande impulso na vida econômica e na colonização da região amazônica foi dado com a exploração do látex, durante o ciclo da borracha.

Na atualidade, através do calendário de feiras nacionais e internacionais da Amazônia, sob a sigla – FIAM – na Suframa, atrai diferentes investidores, brasileiros e de outras nacionalidades, a investir nos diferentes pólos tecnológicos existentes na região e, principalmente, no Pólo Industrial de Manaus (PIM), em franco desenvolvimento, e os estrangeiros podem conhecer grandes oportunidades de negócios que o potencial econômico da Amazônia proporciona e é capaz de oferecer, como sua infra-estrutura, mão-de-obra qualificada e várias outras vantagens competitivas


Vejas todas as novelas

Abril 15, 2008

Acre

Abril 15, 2008

Estado do Acre

SAIBA MAIS…

O Estado do Acre é um dos 26 Estados federados do Brasil. Está situado no sudoeste da região Norte e tem como limites os Estados do Amazonas a norte, Rondônia a leste, a Bolívia a sudeste e o Peru ao sul e oeste. Ocupa uma área de 152.581,4 km², sendo pouco menor que a Tunísia. Sua capital é a cidade de Rio Branco.

Os municípios mais populosos são: Rio Branco, com 314.127 habitantes (IBGE 2006); Cruzeiro do Sul, com 86.725 habitantes; Feijó, com 39.365 habitantes; Sena Madureira, com 33.614 habitantes; Tarauacá, com 30.711 habitantes; Senador Guiomard com 21.000 habitantes e Brasiléia, com 18.056 habitantes.

HISTÓRIA

Até o início do século XX o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século XIX, grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que, na prática, acabaram criando um território independente.

Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas os brasileiros se revoltaram e houve confrontos fronteiriços, gerando o episódio que ficou conhecido como a Questão do Acre.

Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região. O Acre foi então integrado ao Brasil como território, dividido em três departamentos. O território passou para o domínio brasileiro em troca do pagamento de dois milhões de libras esterlinas, de terras de Mato Grosso e do acordo de construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré.

Tendo sido unificado em 1920, em 15 de junho de 1962 foi elevado à categoria de estado, sendo o primeiro a ser governado por uma brasileira, a professora Iolanda Fleming.

Durante a segunda guerra mundial, os seringais da Indochina foram tomados pelos japoneses, e o Acre dessa forma representou um grande marco na história Ocidental e Mundial, mudando o curso da guerra a favor dos Aliados e graças aos soldados da borracha oriundos principalmente do sertão do Ceará (Ver: Segundo ciclo da borracha).

E foi sem dúvida graças ao Acre e sua contribuição decisiva na vitória dos Aliados, que o Brasil conseguiu recursos norte-americanos para construir a Companhia Siderúrgica Nacional, e assim alavancar a industrialização até então estagnada do Centro-sul, que não possuía ainda indústrias pesadas de base (Ver: Acordos de Washington).

Em 4 de abril de 2008, o Acre venceu uma questão judicial com o estado do Amazonas em relação ao litígio em torno da Linha Cunha Gomes, que culminou no anexo de parte dos municípios Envira, Guajará, Boca do Acre, Pauni, Eirunepé e Ipixuna. A redefinição territorial consolidou a inclusão de 1,2 milhão de hectares do complexo florestal Liberdade, Gregório e Mogno ao território do Acre.


Alagoas

Abril 15, 2008

Estado de Alagoas

SAIBA MAIS…

Alagoas é uma das 27 unidades federativas do Brasil e está situado a leste da região Nordeste. Tem como limites: Pernambuco (N e NO); Sergipe (S); Bahia (SO); e oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 27 767 km², sendo ligeiramente maior que o Haiti. Sua capital é a cidade de Maceió.

É formado por 102 municípios e suas cidades mais populosas são Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio Largo, Penedo, União dos Palmares, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Coruripe e Campo Alegre.

HISTÓRIA

A costa do atual Estado de Alagoas, reconhecida desde as primeiras expedições portuguesas, desde cedo também foi visitada por embarcações de outras nacionalidades para o escambo de pau-brasil (Caesalpinia echinata).

Quando da instituição do sistema de Capitanias Hereditárias (1534), integrava a Capitania de Pernambuco, e a sua ocupação remonta à fundação da vila do Penedo (1545), às margens do rio São Francisco, pelo donatário Duarte Coelho, que incentivou a fundação de engenhos na região. Palco do naufrágio da Nau Nossa Senhora da Ajuda e subseqüente massacre dos sobreviventes, entre os quais o Bispo D. Pêro Fernandes Sardinha, pelos Caeté (1556), o episódio serviu de justificativa para a guerra de extermínio movida contra esse grupo indígenas pela Coroa portuguesa.

Ao se iniciar o século XVII, além da lavoura de cana-de-açúcar, a região de Alagoas era expressiva produtora regional de farinha de mandioca, tabaco, gado e peixe seco, consumidos na Capitania de Pernambuco. Durante as Guerra Holandesa (1630-1654), o seu litoral se tornou palco de violentos combates, enquanto que, nas serras de seu interior, se multiplicaram os quilombos, com os africanos evadidos dos engenhos de Pernambuco e da Bahia. Palmares, o mais famoso, chegou a contar com vinte mil pessoas no seu apogeu.

Constituiu-se em Comarca de Alagoas em 1711, e foi desligado da Capitania de Pernambuco (Decreto de 16 de setembro de 1817), em conseqüência da Revolução Pernambucana daquele ano. O seu primeiro governador, Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, assumiu a função a 22 de janeiro de 1819.

Durante o Brasil Império (1822-1889), sofreu os reflexos de movimentos como a Confederação do Equador (1824) e a Cabanagem (1835-1840). A Lei Provincial de 9 de dezembro de 1839 transferiu a capital da Província da cidade de Alagoas (hoje Marechal Deodoro), para a vila de Maceió, então elevada a cidade.

A primeira Constituição do Estado foi assinada em 11 de junho de 1891, em meio a graves agitações políticas que assinalaram o início da vida republicana. Os dois primeiros presidentes da República do Brasil, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, nasceram no estado.


Bahia

Abril 15, 2008

Estado da Bahia

SAIBA MAIS…

A Bahia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada ao sul da região Nordeste e é o estado que mais faz divisa com outras unidades da Federação, possuindo um total de oito estados limítrofes, a saber: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Piauí (N); Minas Gerais e Espírito Santo (S); Goiás e Tocantins (O). Ao leste, possui divisa com o Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 567.692,669 km², sendo pouco maior que a Espanha. A Bahia é o mais rico estado do nordeste. É também o estado com maior exploração do turismo de todo o nordeste seguido do Ceará e Pernambuco.

Sua capital é Salvador. As maiores cidades do interior baiano são Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Juazeiro, Camaçari, Itabuna, Alagoinhas, Jequié, Lauro de Freitas, Porto Seguro, Barreiras, Teixeira de Freitas, Simões Filho, e Paulo Afonso.

É o estado brasileiro com maior número relativo de negros e mulatos e o que possui maior influência da cultura africana: a música, culinária, religião e o modo de vida de sua população apresentam grande contribuição dos escravos africanos.

HISTÓRIA

Colonização portuguesa

Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada em 1534. Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.

Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços – em decorrência da economia centrada no comércio com dezenas de engenhos instalados na vasta região do Recôncavo.

Palácio da Aclamação, em Salvador.

O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d’Ávila, respectivamente – promotores da ocupação de seu território.

Invasões holandesas

Ver artigo principal: Invasões holandesas

Ingleses e holandeses atacaram a Bahia no século XVII. Salvador chegou a ficar sob domínio holandês entre 1624 e 1625, mas foi retomada pelos portugueses. Os holandeses chegaram à capital baiana com inúmeras embarcações e mais de 3600 soldados. Salvador, que não recebeu reforço, tinha apenas 80 militares, que debandaram com a maioria da população na iminência do ataque. Os holandeses chegaram à praça deserta, exceto pelo governador, que segurava a espada em riste prometendo defender a cidade até a morte. Foi detido.

No Recôncavo, organizado nas pequenas vilas, prepararam a reação, com ajuda e empenho do Arcebispo da Bahia. Nova invasão ocorreu em 1638, período em que Nassau dominava boa parte do Nordeste, mas foi fortemente repelida.

Conjuração Baiana

Ver artigo principal: Conjuração Baiana
Bairro do Pelourinho, na capital baiana

Bairro do Pelourinho, na capital baiana

Em 1798 foi cenário da Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Bahiense – movimento pouco difundido, mas com repressão superior àquela da Inconfidência Mineira: seus líderes eram negros instruídos (os alfaiates João de Deus, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens) associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto e Aguilar Pantoja), mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799.

Independência

Ver artigo principal: Independência da Bahia

Mesmo após a declaração de independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas, até à rendição destes, ocorrida no dia 2 de julho de 1823. Por essa razão a data é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência da Bahia.

Outras revoltas

Com a independência do Brasil, os baianos exigiram maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa, organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo central. Foi o caso da Federação do Guanais, levante de 1832.

Em 1834, a Bahia foi palco da Revolta dos Malês (como eram conhecidos os escravos africanos islamizados), tida como a maior revolta escrava da história do Brasil. Com a República ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912. A Bahia contribuiu ativamente para a história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.


Ceará

Abril 15, 2008

Estado do Ceará

SAIBA MAIS…

O Ceará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o Oceano Atlântico a norte e nordeste, o Rio Grande do Norte e a Paraíba a leste, Pernambuco a sul e o Piauí a oeste. Sua área total é de 146.348,30 km² [1], ou 9,37% da área do Nordeste e 1,7% da superfície do Brasil, ligeiramente menor que o Nepal. Sua capital é a cidade de Fortaleza.

O nome Ceará, ao pé da letra significa “canta a jandaia“. Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo – cantar forte, calmar, e ara – pequena arara ou periquito (em língua indígena). Há também teorias de que o nome do Estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral.

HISTÓRIA

Ver artigo principal: História do Ceará

O Ceará começaria a se desenvolver apenas depois de sua separação de Pernambuco (em 1799) e sua história foi sempre marcada por lutas políticas e movimentos armados. Esta instabilidade prolongou-se durante o Império e a Primeira República, normalizando-se depois da reconstitucionalização do País, em 1945.

Ceará Pré-Colonial

Existem relatos de que os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. A de Pinzón chegou a um cabo identificado como o da Ponta Grossa, a que se acredita ser o Mucuripe. E Lepe na barra do rio Ceará, em Fortaleza. Essa descobertas não puderam ser oficializadas devido ao Tratado de Tordesilhas (1494).

As terras equivalentes ao Ceará foram doadas a Antônio Cardoso de Barros, mas este não se interessou em colonizá-las. Ficaram assim entregues à ação de corsários, que exploraram o âmbar-gris, as madeiras de lei, a pimenta e o algodão nativos.

Ceará Colonial

Ver artigo principal: Capitania do Ceará

A primeira tentativa séria de colonização ocorre com Pero Coelho de Sousa, que aporta no Ceará em 1605 com mulher e filhos, demonstrando por isto certo interesse em colonizar o Ceará. Em 1613, porém sobrevêm a primeira seca registrada na história do Ceará, fazendo perecer Pero Coelho e família.

A colonização do Estado, iniciada no século XVII, foi dificultada pela forte oposição das tribos indígenas e só tomou impulso com a construção, na embocadura do rio Pajeú, do forte holandês Schoonenborch, que em 1654, foi tomado pelos portugueses. Com seu nome mudado para Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, o forte tornou-se a sede da Capitania.

As principais vilas da capitania eram Sobral, localizada na região Norte, Icó, no centro, Crato, no Cariri, e Aracati, no vale do Jaguaribe. Dentre essas, a que mais ganhou destaque foi Aracati, que devido ao comércio de couro e carne de charque, se tornou a praça econômica do Ceará. Entre os anos de 1750 a 1800, Aracati viveu seu apogeu, mas com uma grande seca na região, os rebanhos bovinos morreram, e a produção de carne charque transferiu-se para Rio Grande do Sul.

Em 1813 torna-se governador do Ceará o português Inácio de Sampaio. Este reúne os literatos no palácio do governo e dá incentivo às letras e às artes.

Ceará no Império

O século XIX começa no Ceará com movimentos insurrecionistas, como a República do Crato, em 1813, movimento de cunho republicano-liberal liderada pela tradicional família cratense dos Alencar. Tal movimento se foi reprimido com dureza pelo governador provincial do Ceará, Manuel Inácio de Sampaio. Em 1825 o Ceará toma parte na Confederação do Equador, com Tristão Gonçalves, liberal, aplicando um golpe e tornando-se chefe do governo cearense. A Confederação é frustrada pela forças imperiais e Tristão morre durante os combates contra as forças legalistas do Império. O ciclo de conflitos termina com a Revolução Pintista, iniciada por Pinto Madeira, que visava o retorno da monarquia absolutista. Mais uma vez a insurreição terminada rechaçada pelas forças imperiais.

Ceará Republicano

O carinhoso apelido de “Terra da Luz” não foi dado ao Ceará, ao contrário do que muitos pensam, devido ao seu clima tropical, e sim pelo fato de ser a província pioneira no processo abolicionista. No século XIX, um movimento de grande importância aconteceu no Ceará: a campanha abolicionista, que aboliu a escravidão em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea. Tal movimento teve participação da maçonaria, através da Sociedade Libertadora Cearense, e também podemos fazer destaque a Francisco José do Nascimento, jangadeiro que impulsionou as campanhas abolicionistas, pois ele negou-se a transportar escravos para dentro ou fora da província.

Soldados das forças juazeirenses.

Soldados das forças juazeirenses.

Em 1914, ocorreu um movimento revolucionário em Juazeiro do Norte, fato que ficou conhecido como Sedição de Juazeiro. O motim foi uma resposta a perseguição política do governador Franco Rabelo ao Padre Cícero, na época vice-governador. O confronto se iniciou em Juazeiro, ocasião em que a polícia estadual tentou invadir a cidade, porém não logrou êxito. Em seguida, as forças juazeirenses partiram para Fortaleza e destituíram o governador.
Na década de 30, outro confronto eclodiu no Cariri, dessa vez no Crato. Localizado na zona rural cratense, o Caldeirão de Santa Cruz do Deserto era um movimento messiânico semelhante a Canudos e que era liderado pelo beato José Lourenço. A comunidade passou a ser vista pelo governo e pelos poderosos fazendeiros da região como uma má influência. Em 1937, o Caldeirão foi invadido, ocorrendo um verdadeiro massacre com aproximadamente 400 mortos.

Cultura

Música cearense

O gênero musical mais identificado com o Ceará é o forró, em suas variadas formas, inicialmente caracterizado especialmente pelo tradicional forró pé-de-serra, contando apenas com alguns poucos instrumentos como sanfona e triângulo. Nos anos 40, o cearense Humberto Teixeira formou uma famosa parceria com o pernambucano Luiz Gonzaga, criando o baião, que se tornou muito apreciado. Uma das principais tradições da música cearense – e, principalmente, do Cariri – são também as bandas cabaçais, que utilizam pífanos, zabumbas e pratos e freqüentemente fazem acompanhar sua música com movimentos e acrobacias com facões, com destaque para a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. Outros representantes tradicionais da música cearense são os seresteiro e repentista.

Dos anos 80 em diante, cresceu bastante o chamado forró eletrônico, que adotou novos instrumentos e absorveu muitas influências de diversos estilos populares, afastando-se um pouco da tradição do “pé-de-serra” e ganhando enorme popularidade no Estado.

No entanto, o papel do Ceará na música se estende para muito além do forró. O importante momento musical dos anos 60, no qual floresceram a MPB e o tropicalismo no Brasil, também teve grande influência no Ceará, através de artistas como Ednardo, Belchior, Fagner, Amelinha e outros, alguns dos quais conseguiram projeção nacional.

Inusitadamente, o Ceará tem também tido certo destaque na música clássica brasileira, embora aí não encontre grandes incentivos. Um dos mais destacados compositores clássicos brasileiros foi o cearense Alberto Nepomuceno, considerado o “pai” do nacionalismo na música erudita do Brasil. Outro representante da música clássica foi o regente Eleazar de Carvalho, em cuja homenagem foi criada a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho.

Literatura cearense

O Ceará é terra de muitos escritores e poetas importantes, podendo-se citar, dentre muitos outros: José de Alencar, Domingos Olímpio, Rachel de Queiroz, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Jáder Carvalho, Moreira Campos, Gustavo Barroso, Patativa do Assaré, João Clímaco Bezerra etc. A literatura cearense foi sempre caracterizada por florescer em torno de grupos literários. O primeiro desses grupos de desenvolvimento literário foi Os Oiteiros, que, embora mantendo os padrões típicos do Arcadismo, soube encontrar uma cor local para descrever o fugere urbem e o carpe diem típicos daquela escola.

José de Alencar, considerado o maior escritor cearense

José de Alencar, considerado o maior escritor cearense

José de Alencar, nascido em Messejana (hoje anexada como bairro a Fortaleza), é considerado o principal romancista do Romantismo brasileiro. Suas obras tornaram-se bastante famosas, especialmente O Guarani, Iracema e Senhora.

No final do século XIX, surgiu a Padaria Espiritual, uma agremiação cultural formada por jovens escritores, pintores e músicos. Marcada pela ironia, irreverência e espírito crítico, bem como por um “sincretismo” literário, a Padaria Espiritual se expressava por meio do jornal “O Pão”. Muitos autores criticavam as instituições e valores então vigentes. Para alguns críticos literários e historiadores, a Padaria Espiritual pode ser considerada um movimento pré-modernista que já apresentava alguns apectos do Modernismo, que só apareceria em São Paulo quase trinta anos depois. Assim, de certa forma, o Ceará foi pioneiro em desenvolver uma literatura irreverente, descompromissada e sincrética. A Academia Cearense de Letras foi fundada em 1894 e é a principal instituição literária do estado congregando os nomes mais ilustres da literatura cearense. A sua criação inspirou, alguns anos mais tarde, a formação da Academia Brasileira de Letras.

O Modernismo se consolidou no Ceará por meio do movimento Clã, fundado nos anos 40, que congregou diversos escritores renomados cearenses: Moreira Campos, João Clímaco Bezerra, Antônio Girão Barroso, Aluísio Medeiros, Otacílio Collares, Artur Eduardo Benevides, Antônio Martins Filho, Braga Montenegro, Manuel Eduardo Pinheiro Campos, Fran Martins, José Stênio Lopes, Milton Dias, Lúcia Fernandes Martins e Mozart Soriano Aderaldo. Na década de 70, surgiram outros dois importantes grupos literários no Ceará: O Saco, uma revista artística inusitada, pois era distribuída com folhas soltas guardadas dentro de um saco; e o Grupo Siriará, que reuniu diversos jovens escritores, propondo uma literatura cearense autêntica e desvinculada de estereótipos.

O Ceará também possui escritores pós-modernistas renomados, embora, em sua maior parte, pouco conhecidos. Podem-se citar, dentre eles, Pedro Salgueiro, Natércia Campos, Airton Monte e Tércia Montenegro, dentre outros.

Veja também Lista de cearenses notáveis

Literatura popular cearense

No Ceará, a Literatura de cordel desenvolveu-se expressivamente em Juazeiro do Norte, desde as primeiras décadas do século passado. Em Fortaleza, a Literatura de Cordel surgiu no período da Oligarquia de Nogueira Acioly, período esse, em que circularam alguns folhetos destratando a figura do Governador Cearense. Nesta mesma época, atuava também em Fortaleza o poeta-editor Potiguar Luiz da Costa Pinheiro, autor do clássico “O Boi Mandingueiro e o Cavalo Misterioso”.

O poeta alagoano José Bernardo da Silva, fixou-se em Juazeiro do Norte, e fundou na década de 40 a Tipografia São Francisco, responsável, até o início da década de 80, por quase toda a produção de folhetos vendidos no Ceará e demais Estados nordestinos.


Brasília-DF

Abril 15, 2008

Brasília-DF

SAIBA MAIS…

Brasília é a capital da República Federativa do Brasil, localizada no território do Distrito Federal.

Também conhecida como “Capital da Esperança”, título dado pelo escritor francês André Malraux, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, sendo a terceira capital do Brasil. A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais. No último censo realizado pelo IBGE (2007) foi indicada uma população de 2.455.903 de habitantes, e que a capital federal tem o segundo maior PIB per capita do Brasil (34.510,00 reais) entre as capitais, atrás apenas de Vitória com 47.855,00 reais de PIB per Capita[1]. Está situada na Região Centro-Oeste.

O plano urbanístico da capital, conhecido como “Plano Piloto“, foi feito pelo urbanista Lucio Costa, que também concebeu o Lago Paranoá, o qual armazena 600 milhões de metros cúbicos de água. Muitas das construções da Capital Federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Segundo o geógrafo Aldo Paviani, Brasília é constituída por toda a área urbana do Distrito Federal, e não apenas a parte tombada pela UNESCO ou a região central, pois a cidade é polinucleada[2], constituída por várias regiões administrativas, de modo que as regiões perífericas, estão articuladas às centrais, especialmente na questão do emprego, e não podem ser entendidas como cidades autônomas.

Essa posição acadêmica é sustentada juridicamente pela Constituição Federal de 1988, que no artigo 32 define o Distrito Federal como uno, e proíbe expressamente que seja dividido em municípios. Como Brasília não pertence a nenhuma Unidade da Federação (Estados), ela tem seus próprios limites territoriais definidos por seu distrito que pertence a união, de âmbito federal: Distrito Federal.

HISTÓRIA

Gentílico

Brasiliense é o nome que se dá a quem nasceu em Brasília. Candango é o termo dado aos trabalhadores que imigravam à futura capital para sua construção. De origem africana, Candango significa “ordinário”, “ruim”, e era a denominação que se dava aos trabalhadores que participaram da construção de Brasília [3]. Já segundo o Dicionário de Folclore para Estudantes [4], “candango” é palavra do dialeto quimbundo, da região da atual Angola, com a qual os africanos escravizados nomeavam os senhores de engenho.

História

Ver artigo principal: História de Brasília

Em 1761 o Marquês de Pombal propunha mudar a capital do império português para o interior do Brasil Colônia. O jornalista Hipólito José da Costa, fundador do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, editado em Londres, em 1813 redigiu artigos em defesa da interiorização da capital do país, para uma área “próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste”. José Bonifácio, o Patriarca da Independência, foi a primeira pessoa a se referir à futura capital do Brasil, em 1823, como “Brasília” [5].

Desde a primeira constituição republicana, de 1891, constava um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país, determinando como “pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal”[6].

No ano de 1891 foi nomeada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada pelo astrônomo Luís Cruls e integrada por médicos, geólogos e botânicos, que fizeram um levantamento sobre topografia, o clima, a geologia, a flora, a fauna e os recursos materiais da região do Planalto Central. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls e foi apresentada em 1894 ao Governo Republicano.

Rosto de JK na Praça dos Três Poderes.

Rosto de JK na Praça dos Três Poderes.

Em 1922 uma comissão do Governo Federal escolheu uma localidade situada no cerrado goiano para a futura capital, mas o projeto não foi em frente. Apenas no ano de 1955, durante um comício na cidade goiana de Jataí, o então candidato à presidência, Juscelino Kubitschek, foi questionado por um eleitor se respeitaria a Constituição, interiorizando a Capital Federal, ao que JK afirmou que iria transferir a capital. Eleito presidente, Juscelino estabeleceu a construção de Brasília como meta-síntese de seu “Plano de Metas”.

Oscar Niemeyer na época da construção de Bras�lia

Oscar Niemeyer na época da construção de Brasília

.

O traçado de ruas de Brasília obedece ao plano piloto implantado pela empresa Novacap a partir de um anteprojeto do arquiteto Lucio Costa, escolhido através de concurso público. O arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade. Para fazer a transferência simbólica da capital do Rio para Brasília, Juscelino fechou solenemente os portões do Palácio do Catete, então transformado em Museu da República, às 9 da manhã do dia 20 de abril de 1960, ao que a multidão reagiu com aplausos.

O princípio básico das estratégias políticas de Juscelino Kubitschek, segundo o próprio, era apropriado do moralista francês Joubert, para quem “não devemos cortar o nó que podemos desatar”, com base nessa máxima o presidente bossa nova viabilizou a construção de Brasília oferecendo várias benesses à oposição, criando fatos consumados e queimando etapas. Apesar de a cidade ter sido construída em tempo recorde, a transferência efetiva da infra-estrutura governamental só ocorreu durante os governos militares, já na década de 70. Ainda no início do Século XXI há muitos órgãos do governo na cidade do Rio de Janeiro.

Planejada para ter uma população de 600 mil habitantes no ano 2000, já em 1996 era a quinta capital mais populosa do Brasil, com mais de 1,8 milhão de habitantes.

Alguns fatores que influenciaram a transferência da capital

1) Segurança Nacional: acreditava-se que com a capital no litoral, ela estava vunerável a ataques estrangeiros. Esse argumento militar-estratégico teve como precursor Hipólito José da Costa e influenciou os primeiros republicanos, como também os militares após a 2ª Guerra Mundial. Acreditavam que com a capital no interior a ameaça de invasão seria pouco significativa.

2) Interiorização do Povoamento e do Desenvolvimento e Integração Nacional: Devido a fatores econômicos e históricos a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea, ficando o interior do país pouco povoado e economicamente esquecido. Assim a transferência da capital para o interior forçaria o deslocamento de um contigente populacional e a abertura de rodovias, ligando a capital às diversas regiões do país, o que levaria a uma maior integração econômica. Vale ressaltar que, atualmente, mesmo com a transferência da capital, as regiões Norte e Centro-Oeste continuam pouco povoadas se comparadas às demais regiões. Já no que se refere ao aspecto econômico, a construção da capital e a abertura de estradas possibilitaram a expansão da “fronteira agrícola” para o Centro-Oeste, destacando-se a cultivo de soja para exportação e o maior desenvolvimento da pecuária extensiva de corte.

3) Símbolo do Brasil Novo: No governo JK (1956-60), o Brasil passa por rápidas transformações. O Plano de Metas abre a economia ao capital estrangeiro e a entrada em larga escala de empresas multinacionais faz com que o país passe pela “modernização”, ou seja, deixava de ser rural e foi se tornando predominantemente urbano-industrial. A construção da nova capital (com base na concepção arquitetônica e urbanistica moderna) deveria funcionar como exemplo a ser seguido pelas demais cidades brasileiras.

4) Afastar os governantes (a capital) da concentração de atividades e das pressões populares: O Rio de Janeiro, como centro tradicional do país de atividades (portos, indústrias, comércio, etc) e forte pressão demográfica; sendo assim o governo ficava sujeito às pressões populares, que se manifestavam sob a forma de passeatas.

Geografia

Ipê-amarelo, árvore t�pica do Cerrado, bastante comum nas ruas de Bras�lia

Ipê-amarelo, árvore típica do Cerrado, bastante comum nas ruas de Brasília

Brasília se localiza a 15°50’16″ sul, 47°42’48″ oeste a uma altura de 1.000 a 1.200 metros acima do nível do mar no chamado Planalto Central, cujo relevo é na maior parte plano, apresentando algumas leves ondulações. Fauna predominantemente típica de cerrado. Em alguns lugares da cidade é possível observar-se espécies de gimnospermas, como os pinheiros e também diversos tipos de árvores provenientes de outros biomas brasileiros. As espécies não nativas da região tem sido retiradas pela empresa pública arborizadora da cidade, e substituídas por espécies nativas como ipês.

Clima

O clima é tropical de altitude, com um verão úmido e chuvoso e um inverno seco e frio. A temperatura média anual é de cerca de 19,8°C, podendo chegar aos 29,7°C de média das máximas em setembro, e aos 12,5°C de média das mínimas nas madrugadas de inverno em julho. A mínima absoluta histórica foi de 1,6°C em 1975 (fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sendo acompanhada de uma geada. A máxima absoluta histórica foi de 34,5°C no ano de 1964 (Fonte: Inmet). A temperatura, porém, varia de forma significativa nas áreas menos urbanizadas, onde a média das mínimas de inverno cai para cerca de 10°C a 5ºC. A umidade relativa do ar é de aproximadamente 70%, podendo chegar aos 20% ou menos no inverno.

Regiões Administrativas ou Cidades Satélites

Veja Anexo:Lista de regiões administrativas de Brasília

Região Metropolitana

Conhecida como RIDE, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno compreende o Distrito Federal mais os municípios goianos de Novo Gama, Cidade Ocidental, Luziânia, Cristalina, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas, Alexânia, Abadiânia, Pirenópolis, Corumbá, Cocalzinho, Padre Bernardo, Água Fria, Planaltina-GO, Vila Boa, Formosa e Cabeceiras, e os municípios mineiros de Unaí e Buritis. Aproximadamente com 3,2 milhões de habitantes (IBGE- 2005).

Segundo a geógrafa Nelba Azevedo Penna do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília,“em conseqüência dos processos de ordenamento de seu território, ocorreu uma intensa expansão da urbanização para a periferia limítrofe ao Distrito Federal, que deu origem a formação da região metropolitana de Brasília – o chamado Entorno (atualmente institucionalizado como Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – RIDE)”.

Brasília é classificada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Recebe um milhão de visitantes por ano[8] e entre suas atrações mais visitadas estão o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo brasileiro, a Praça dos Três Poderes, a Catedral, o Catetinho, a Torre de TV, o Memorial JK, o Panteão da Pátria, o Teatro Nacional Cláudio Santoro e o Santuário Dom Bosco. Outra bela obra arquitetônica é a recém-construída ponte Juscelino Kubitschek, premiada internacionalmente, pela beleza de sua arquitetura, já no seu ano de inauguração.

O turismo cívico é valorizado por estarem localizados na capital os órgãos governamentais da administração direta e os representantes dos três poderes republicanos.

Brasília ainda é conhecida por suas comunidades espiritualistas (como o Vale do Amanhecer, a Cidade Eclética e a Cidade da Paz) localizadas nos seus arredores e também por modernistas templos religiosos, como o Templo da Boa Vontade da LBV.

Brasília é importante centro de ecoturismo por estar localizada 1.000 metros acima do nível do mar, no imenso platô do Planalto Central, de onde nascem quase todas as grandes bacias hidrográficas brasileiras[9]. A cidade ainda conta com várias áreas verdes, como o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, o Parque Nacional de Brasília, mais conhecido como Água Mineral e o Jardim Botânico.

O turismo histórico na capital federal não se restringe ao período posterior à fundação, mas também resgata locais e fatos anteriores a 1960, como a Estrada Geral do Sertão, com mais de 3.000 quilômetros, aberta em 1736 para ligar a cidade de Salvador (Bahia) a Vila Bela, antiga capital do Mato Grosso[10].

O novo Governo do Distrito Federal (GDF) criou uma empresa estatal para tratar especificamente do desenvolvimento do turismo em Brasília, com potencial para aumentar o tempo de permanência dos visitantes, que em boa parte se dirigem à capital federal a serviço. Além dessa iniciativa, uma série de ações estratégicas têm sido tomadas para divulgar a imagem da cidade no Brasil e no exterior, como a instalação do primeiro vôo direto Brasília-Lisboa, e a preparação para os cinqüenta anos da fundação, em 2010.

Educação

An�sio Teixeira

Anísio Teixeira

A educação de Brasília, no período de construção da capital, tinha como propósito se diferenciar da educação no restante do Brasil, sob os pressupostos do movimento Escola Nova, comandado pelo educador Anísio Teixeira e seguido, em especial, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, o qual priorizava o desenvolvimento do intelecto em detrimento da memorização, por isso as escolas primárias estão divididas entre escolas-classe e escolas-parque. Nas primeiras, as crianças passariam quatro horas diárias aprendendo conteúdos e nas segundas, mais quatro horas praticando atividades extra-curriculares: artes e esportes, por exemplo[11].

Esse modelo, infelizmente, como em outras estruturas de poder na capital federal, ainda se concentra significativamente no Plano Piloto, em detrimento das demais regiões administrativas.

Em Brasília, as escolas secundárias estão localizadas na W4 e W5. A cidade possui duas universidades públicas,a Universidade de Brasília, instituição federal reconhecida internacionalmente por seu pioneirismo na implantação da política de cotas para negros, em 2003, e a Escola Superior de Ciências da Saúde, mantida pelo governo Distrital. Na área de educação privada, as maiores instituições são a Universidade Católica de Brasília e o Centro Universitário de Brasília.

Há uma concentração extrema de instituições de ensino superior no Plano Piloto, e nenhuma pública nas outras regiões administrativas, a exemplo de Ceilândia, para a qual se planeja instalar uma núcleo de expansão da Universidade de Brasília.

O número de bibliotecas não é proporcional ao tamanho da população sendo as principais bibliotecas públicas, a da Universidade de Brasília, a Biblioteca da Câmara e do Senado e a Biblioteca Demonstrativa de Brasília.

Cultura

A Procuradoria Geral da República.

A Procuradoria Geral da República.

Estátua

Estátua “A Justiça”

Os principais museus da cidade estão localizados no Eixo Monumental. O Panteão da Pátria Tancredo Neves, projetado por Oscar Niemeyer em forma de pomba e inaugurado em 1986 traz o Livro dos Heróis da Pátria com a história daqueles que teriam lutado pela união da nação. O Memorial JK apresenta diversos objetos pessoais — fotos, presentes, cartas — e o próprio túmulo do idealizador da cidade. O Memorial dos Povos Indígenas] tem como objetivo mostrar um pouco da riqueza das culturas indígenas nacionais. Recentemente, em 15 de dezembro de 2006, foi inaugurado o Complexo Cultural da República, composto pelo Museu Nacional Honestino Guimarães e pela Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola.

Fora do Eixo Monumental, existe ainda o Museu de Arte de Brasília que conta com exposição permanente voltada para a arte moderna e o Museu de Valores do Banco Central.

No Setor de Diversões Norte, em forma de uma grande pirâmide irregular, está localizado o principal teatro da cidade, o Teatro Nacional Cláudio Santoro com três salas – Villa-Lobos, Martins Pena e Alberto Nepomuceno.

Entretanto, é irregular a distribuição dos aparelhos culturais no Distrito Federal, como teatros e salas de cinema, altamente concentrados do Plano Piloto, o que dificulta o acesso da população mais carente, moradora da periferia de Brasília, a gozar livremente desses bens culturais.

Além disso, como a população de Brasília é formada por pessoas vindas de várias regiões do Brasil, isso se reflete no caráter diverso da cultura produzida na capital, abrangendo diferentes manifestações culturais em várias áreas.

Música

No final dos anos 70 predominavam os ritmos regionais como o forró e a música sertaneja; nessa época despontava no grupo Secos e Molhados o cantor Ney Matogrosso, que fora profissional da área de saúde na capital federal. No começo dos anos 80 surgiram várias bandas de rock vindas de Brasília que despontaram no cenário nacional, como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, todas com influência punk. Na mesma época, um carioca criado em Minas Gerais, Oswaldo Montenegro, se tornava conhecido na cidade, montando espetáculos de cujo elenco fazia parte Cássia Eller.

Nesta mesma época surgiu, paralelamente ao cenário rock, o reggae de Renato Matos, e outros movimentos culturais que criaram o Projeto Cabeças, de onde surgiram vários artistas de Brasília. Na década seguinte, despontaram o hardcore dos Raimundos e o reggae do Natiruts.

Alguns músicos e cantores que moraram em Brasília durante esse período foram Legião Urbana,Ney Matogrosso, Zélia Duncan e membros dos Paralamas do Sucesso.

Atualmente, Brasília conta com o Festival Porão do Rock que tenta revelar novas bandas no cenário nacional. Este evento, lançado em 1998 na Concha Acústica, a partir de um grupo de músicos que se reunia no subsolo de uma das quadras na Asa Norte, ganhou em 2000 sua primeira versão no estacionamento de Estádio Mané Garrincha onde é realizado desde então. Na música eletrônica, é realizado na cidade o Brasília Music Festival, que já trouxe nomes como DJ Marky, DJ Patife e Alanis Morissette.

Mais recentemente, os clubes de choro de Brasília se tornaram referência nacional, apesar de o gênero já possuir representantes na cidade desde os anos 70.

Brasília é considerada o segundo maior cenário do Hip Hop brasileiro. A região administrativa Ceilândia é conhecida internacionalmente pela sua participação na produção da música Hip Hop com grupos como: Câmbio Negro, Viela 17, Tropa de Elite, entre outros. Nessa área se destacam os rappers GOG, Celsão e DJ Jamaica, o qual tem contratos assinados com gravadoras internacionais. Nessa região está localizada a Casa do Cantador, projetada por Oscar Niemeyer.

Cinema

Na produção local de cinema, destaca-se o diretor Afonso Brazza[12], que se tornou cult graças a seus filmes policiais de baixo orçamento, tidos como cinema trash, mas com boa aceitação entre os fãs, como Inferno no Gama.

Outro cineasta radicado na capital do país e muito conhecido não só na cidade mas em todo país é o documentarista Vladimir Carvalho, professor de cinema da Universidade de Brasília, que produziu 21 filmes documentários, parte deles sobre a própria história e realidades sócio-cultural e política do Distrito Federal e Goiás.

Além disso, acontece anualmente o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Realizado desde 1965, quando se chamava Semana do Cinema Brasileiro, firmou-se como um dos mais prestigiados do Brasil, sendo comparável ao Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, porém sempre preservando a tradição de somente inscrever e premiar filmes brasileiros, princípio que nos momentos mais críticos da história cinematográfica brasileira foi abandonado por Gramado[13].

Alguns filmes brasileiros ambientados em Brasília são: O sonho não acabou, Momento Trágico, Palco dos Sonhos, As Vidas de Maria, Doces Poderes, Redentor, O Casamento de Louise, Celeste e Estrela, Brasília 18%, Vestibular 70, A Concepção, Brasília segundo Feldman, Brasília: contradições de uma cidade nova, Barra 68 e Conterrâneos Velhos de Guerra.

Atores e atrizes como Patrícia Pillar, Maria Paula, Murilo Rosa e Rafaela Mandelli são nascidos na cidade[14].

Moda

No campo da moda, acontece a Capital Fashion Week, evento que segue o exemplo do São Paulo Fashion Week e tenta divulgar nacionalmente as marcas e modelos da região Centro-Oeste do Brasil e de Brasília. Modelos como Ellen Jabour, Luciana Giani, Karoline Amaral, Shalana Agneta, Leo Peixoto, Rômulo Pires e Gabriel Grandi desfilam no Brasil e no mundo. O evento já contou com a participação de atrizes nacionalmente conhecidas como Maria Fernanda Cândido e Flávia Alessandra.

Também merece destaque a produção de jóias a partir de pedras preciosas (esmeraldas e diamantes, por exemplo) e semi-preciosas (ametistas, quartzo), famosa nacionalmente e internacionalmente, revelando talentos como a designer Carla Amorim.

Transportes

Estação Galeria no Metrô do Distrito Federal

Estação Galeria no Metrô do Distrito Federal

Brasília, por estar localizada no centro do Brasil, serve como ligação terrestre e aérea para o país. O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek é o terceiro em número de passageiros do Brasil. Há uma ferrovia que liga Brasília a São Paulo, mas o transporte de passageiros está desativado.

A atual conjuntura do sistema de transportes do Distrito Federal gera um quadro de pouca mobilidade urbana e um transporte que privilegia o automóvel particular. Isso gera uma tendência de aumento no número de carros a níveis para os quais a cidade não foi projetada. Em abril de 2007 a frota do D.F. chegou a 917.677 veículos [2], correspondente a uma taxa de motorização de 0,374 veículos por habitante, e esta taxa é ainda maior na área central de Brasília (Plano Piloto, Sudoeste, Lago Sul e Norte). Começaram a surgir inúmeros engarrafamentos na cidade e alguns lugares se tornam intransitáveis na hora do rush. Os ônibus transportam pouco mais de 14 milhões de passageiros por mês[15], mas a maior parte da frota já ultrapassou os sete anos limite impostos por lei[16].

Para tentar amenizar esse quadro, foi construído um Metrô, mas devido à sua extensão limitada e ao próprio crescimento da cidade, ele não alterou significativamente o problema de trânsito na cidade e desde o início da sua construção em 1991, gera prejuízos da ordem de 60 milhões de reais anuais ao governo[16]. Das 29 estações planejadas, apenas 14 estão em funcionamento, ligando o centro do Plano Piloto (rodoviária) ao Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Está em implantação a integração dos sistemas com bilhetes eletrônicos, criação de corredores especiais para ônibus e integração destes com o metropolitano.


Espírito Santo

Abril 15, 2008

Estado do Espírito Santo

SAIBA MAIS…
O Espírito Santo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na Região Sudeste e tem como limites o oceano Atlântico a leste, a Bahia a norte, Minas Gerais a oeste e noroeste e o estado do Rio de Janeiro a sul. Ocupa uma área de 46.077,519 km². Sua capital é o município de Vitória. Outras importantes cidades são Aracruz, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares,Mimoso do Sul, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Viana e Vila Velha. O gentílico do estado é capixaba ou espiritossantense.

História

Ver artigo principal: História do Espírito Santo

Pré Colombiano

Inicialmente, o estado era habitado por diversas tribos indígenas, todas pertencentes ao tronco tupi, as tribos do interior do estado eram os chamados Botocudos, povo extremamente hostil e muito difícil de se combater, conhecido pela habilidade de fazer armadilhas emboscadas, e pelo canibalismo, isso mais tarde ajudaria no despovoamento do estado, mais perto do litoral as tribos também eram extremamente hostis, porém de hábitos um pouco mais diferentes.

As Tribos do Sul do Estado e da região do Caparaó, não eram hostis, eram pacíficos e seu nome deriva de seu hábito de levar os visitantes para “ouvir o silêncio”, da extensa serra capixaba.

As principais tribos do estado eram os botocudos, os Aimorés,os Goitacás e os tupis.

Índios Botocudos.

Índios Botocudos.

Pieter Pieterszoon Hein.

Pieter Pieterszoon Hein.

Colônia

A costa do atual estado do Espírito Santo foi reconhecida por navegadores portugueses já em 1501, e desde então foi alvo da ação de contrabandistas de pau-brasil.

Com o estabelecimento, pela Coroa Portuguesa do sistema de Capitanias Hereditárias para a colonização do Brasil (1534), o seu atual território estava compreendido no lote que se estendia da foz do rio Mucuri à do rio Itapemirim (aproximadamente), doada a Vasco Fernandes Coutinho em 1 de junho de 1534.

A colonização Portuguesa no estado, começou em 23 de maio de 1535, quando os colonizadores portugueses, chefiados pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho, chegaram na capitania do Espírito Santo e desembarcaram da Nau Glória na região da Prainha próximo onde hoje está situado o 38º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro (em Vila Velha). sob as flechas dos Goitacás, havendo necessidade do troar das duas peças de artilharia da embarcação, para que os indígenas debandassem, permitindo a posse da terra pelo donatário, ali mesmo decidiu erguer uma fortificação o Fortim do Espírito Santo e iniciaram aí o primeiro núcleo populacional da capitania, sendo denominada de Vila do Espírito Santo (hoje Vila Velha, uma das cidades mais antigas do Brasil, com 473 anos de existência. No começo, era uma pequena vila, dedicada a plantação de milho (dai que surgiu o gentílico capixaba, que deriva do tupi kapi’xawa, terra de plantação). Devido aos constantes ataques dos povos indígenas extremamente hostis, que ali residiam, e que estavam quase destruindo a vila, Vasco Fernandes Coutinho, resolve fundar uma outra vila, desta vez em uma ilha, que era de relevo irregular, com muitas montanhas (vila velha é plana), a fim de se proteger dos ataques indígenas. A nova povoação recebeu o nome de Vila Nova do Espírito Santo (hoje Vitória, capital do estado, ali começou de vez o povoamento da capitania. Mesmo tendo se isolado na ilha, as hostis tribos indígenas não pararam de atacar, até que os indígenas, extremamente hostis lançaram um massivo ataque a ilha, as forças indígenas eram muito maiores que as portuguesas, porém ajudados pelo relevo os portugueses conseguiram expulsar os indígenas e rebatizaram o povoamento para o nome de Vitória, após neutralizar as tribos indígenas, a capitania experimentou um breve período de paz, onde se voltou para o plantio de cana de açúcar, e começaram as missões jesuíticas, para catequizar as tribos muito hostis do estado e evitar futuros problemas com elas, com destaque para José de Anchieta, que fundou várias cidades, como Guarapari, Benevente (atual Anchieta), Marataízes e até cidades como São Paulo, ele percorreu todo o sudeste do Brasil, mais residiu no espírito santo onde morreu em 1597.

Invasões

Durante o final do século XVI se iniciou um novo período, que se estendeu até o começo do século XVIII, nesse período, sucessivos ataques franceses, ingleses e neerlandeses, fizeram com que o estado se tornasse uma verdadeira fortaleza, somente na ilha de Vitória, que tem uma área menor do que a de por exemplo, o centro de São Paulo, foram erguidos quatro fortes, os portugueses usavam de tudo para conter as pequenas invasões com o objetivo de saquear e pilhar, que se concentravam principalmente na Baía de Vitória, que tinha 3 fortes erguidos, sendo o maior o Forte São João, há relatos de táticas mirabolantes como fincar uma corrente em cada margem da Baía de Vitória para destruir os navios que se aproximavam, durante esse período, há relatos de batalhas milagrosas, e de vários heróis como Maria Ortiz, que ajudou a expulsar os holandeses “jogando água quente”, essas invasões, nunca foram bem sucedidas, mais fizeram a economia do estado parar, pois as atividades eram voltadas principalmente para o combate e repelimento das invasões.

As maiores tentativa de invasão e ocupação foram as dos neerlandeses de 1625, quando o donatário do Espírito Santo, Francisco de Aguiar Coutinho repeliu uma investida de oito navios sob o comando de Pieter Pieterszoon Hein, de 10 a 18 de março de 1625, com o apoio de entrincheiramentos e as fortificações na vila e a de 1632 os neerlandeses atacaram novamente a capitania do Espírito Santo, agora com sete navios, sob o comando do Coronel Johan Koin. Deles desembarcam uma força de quatrocentos homens, de 27 de outubro a 13 de novembro de 1640, sendo repelidos em Vitória pelas forças do Capitão-mor João Dias Guedes.Diante dos ataques, o Governo-geral destacou para Vitória quarenta infantes da tropa regular. Um último ataque neerlandês à capitania ainda seria registrado, porém, em 1653.

Lista de Fortes

Abandono

No Século 17, o estado finalmente voltou a paz, porém o estado foi praticamente abandonado após a descoberta de ouro em Minas Gerais, por uma ordem de portugal, para que o estado, de relevo montanhoso, com densa floresta e inúmeras tribos hostis e que já tinha uma costa bastante fortificada, servisse de “barreira natural” para possíveis invasões que almejassem roubar o ouro das Minas Gerais, e por muito tempo as únicas atividades exercidas eram as militares, durante esse período, ocorreu um fato que muitos desconhecem, a capitania foi anexada à capitania Bahia, pois o Governador-geral observava que, em Vitória, faltava todo o tipo de defesa e meios de conservação, atribuindo isso à má administração daqueles que governaram a capitania. Isso se devia, entretanto, ao isolamento decorrente da descoberta das Minas, e ordenou que a capitania fosse anexada à capitania geral da Bahia, para sua modernização, tendo sua Capital em Salvador.Isso acarretou no povoamento do norte do estado, conhecido por ter algumas das tribos indígenas mais hostis, mais, mesmo assim, foram estabelecidos grandes latifúndios escravistas, o que faz que praticamente 90% da população afro-descendente (7% da população espiritossantense) hoje viva lá, principalmente no município de São Mateus.

Império

Após a Independência do Brasil, as lavouras cafeeiras chegaram ao sul do estado, provenientes do Rio de Janeiro, o café foi o primeiro sinal de progresso para a nova província, agora que os Índios estavam exterminados, o interior do estado finalmente foi povoado, o café enriqueceu muito o estado, e formou ricas cidades, maiores e mais ricas que a capital, como Santa Leopoldina e Cachoeiro do Itapemirim que foi fragmentadas em várias outras cidades menores, o café já não é mais a maior fonte de renda do estado, mais foi até aproximadamente 1960.

Imigração e Crescimento

Durante o final do século XIX milhares de Imigrantes, vindos principalmente da Itália, Alemanha e Pomerânia (nação extinta onde hoje é a Polônia) se estabeleceram na Serra Capixaba. O plantio do café foi ainda a principal atividade dos imigrantes europeus, , que introduziram o regime da pequena propriedade na região serrana, mais especialmente os Pomeranos se voltaram para culturas agrícolas diferentes, como a da Uva e a do Morango, frutas de clima temperado que podiam ser plantadas ali graças ao clima mais ameno. Muitos imigrantes, especialmente os Pômeranos ainda mantem sua cultura, hábitos e festas típicas, e até mesmo a linguagem, a exemplo do Munícipio de Santa Maria de Jetibá, único munícipio com duas linguas oficiais do Brasil, o português e o Pômerano, atualmente, nenhum lugar do mundo, nem a antiga Pomerânia fala pomerano, apenas Santa Maria de Jetibá, outro bom exemplo é a cidade de Domingos Martins, que tem como religião oficial a religião Luterana, proveniente dos imigrantes alemães. Porém a Maior parte dos Imigrantes veio da Itália, muito da cultura deles ainda é preservada e presente no seu dia-a-dia, como os hábitos, a culinária, a arquitetura e as festas.

O plantio do café foi a principal atividade exercida pelos imigrantes europeus.

O plantio do café foi a principal atividade exercida pelos imigrantes europeus.

Os imigrantes Europeus, vieram para o Brasil, com o sonho de uma vida melhor, pois no final do século XIX e começo do XX, periodo da imigração, seus países de origem viviam graves problemas sociais e economicos, os imigrantes que vieram ao Brasil, se estabeleceram em Terras Altas de clima mais ameno e se dedicavam a agricultura. Porém hoje em dia a situação é diferente, muitos brasileiros, alguns até netos e bisnetos desses imigrantes, hoje saem do Brasil em direção a países como Inglaterra e Estados Unidos em busca de melhores condições de vida. O trabalho duro do Imigrante Europeu fez a ecônomia do Estado voltar a crescer e também fez o estado nunca depender de escravos africanos.

Cerca de 60% da população possue ascendência Italiana e 20% da população do estado possui ascendência Alemã ou Pomerana, fator notado principalmente pelos sobrenomes.

A partir da década de 50, o estado começou a driblar os problemas históricos e começou a explorar seus muitos recursos naturais e a se industrializar.

Atualmente, o Espírito Santo conta com trunfos valiosos na arrancada para o desenvolvimento econômico: uma privilegiada localização geográfica, riquíssimas reservas de minerais radioativos no litoral,um grande complexo portuário, sendo que tem a melhor estrutura portuária do Brasil com um dos maiores portos de minério do mundo o Porto de Tubarão, a segunda maior produção de petróleo país e as maiores reservas de gás natural do Brasil, além de vastas áreas de Plantio de Eucalipto, sendo grande produtor de Celulose, e o estado é também o maior produtor de rochas ornamentais do mundo, principalmente Mármore e Granito, e possue uma rica e diversificada agricultura e é o estado onde a economia mais cresce no Brasil.

Colônia Italiana em Venda Nova do Imigrante.

Colônia Italiana em Venda Nova do Imigrante.

Amanhecer na Serra Capixaba.

Amanhecer na Serra Capixaba.

Origem do nome

Vasco Fernandes Coutinho desembarcou na capitania no dia 23 de maio de 1535 desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade.

Bandeira

Bandeira do Esp�rito Santo

Bandeira do Espírito Santo

Ver artigo principal: Bandeira do Espírito Santo

Escolhido pelo governador Jerônimo Monteiro, o lema “Trabalha e Confia”, no centro da bandeira capixaba, subentende-se “trabalha e confia em Deus“, o que é na verdade uma adaptação de um lema jesuíta, que originalmente diz: “Trabalha como se tudo dependesse de ti, e confia, como se tudo dependesse de Deus”. A bandeira, cujas cores – rosa, azul e branco – foram inspiradas na vestimenta de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da capital do Estado do Espírito Santo, foi concebida em 1908.


Goiás

Abril 15, 2008

Estado de Goiás

SAIBA MAIS…
unidades federativas da República Federativa do Brasil. Situa-se a leste da Região Centro-Oeste, no Planalto Central brasileiro. O seu território é de 340.086 km², sendo delimitado pelos estados de Tocantins (norte), Bahia (nordeste), Mato Grosso (oeste), Mato Grosso do Sul (sudoeste), Minas Gerais (leste e sul) e pelo Distrito Federal. Tem por capital a cidade de Goiânia.Com quase seis milhões de habitantes é o estado mais populoso do Centro-Oeste. Em 2005 era o nono estado mais rico do país.[carece de fontes?]

O topônimo Goiás (que antes da última reforma ortográfica era escrito Goyaz) tem origem na denominação de uma comunidade indígena. Guaiá, composto de Gua e , significa “indivíduo igual”, “pessoas de mesma origem”.

Geografia

Relevo

O estado de Goiás está localizado no coração do Planalto central brasileiro, entre chapadas, planaltos, depressões e vales.

Há bastante variação de relevo no território goiano, onde ocorrem terrenos cristalinos sedimentares antigos, áreas de planaltos bastante trabalhadas pela erosão, bem como chapadas, apresentando características físicas de contrastes marcantes e beleza singular. As maiores altitudes localizam-se a leste e as sul, onde encontram-se na Chapada dos Veadeiros, com elevações acima de 1.200 metros,cujo o ponto mais elevado é o pico Pouso Alto, com 1784 metros de altitude, na Serra dos Cristais (1.250 metros) e na Serra dos Pireneus (1.395 metros). As altitudes mais baixas ocorrem especialmente no oeste do estado.

Clima

O clima é tropical semi-úmido. Basicamente, há duas estações bem definidas: a chuvosa, que vai de outubro a abril, e a seca, que vai de maio a setembro.

A média térmica é de 23ºC, e tende a subir nas regiões oeste e norte, e a diminuir nas regiões sudoeste, sul e leste. As temperaturas mais altas são registradas entre setembro e outubro, e as máximas podem chegar a até 39°C. As temperaturas mais baixas, por sua vez, são registradas do entre maio e julho, quando as mínimas, dependendo da região, podem chegar a até 4°C.

Vegetação

Ipê-amarelo, em Goiânia.

Ipê-amarelo, em Goiânia.

Com exceção da região do Mato Grosso Goiano, onde domina uma pequena área de floresta tropical onde existem árvores de grande porte, onde a indústria aproveita como o mogno, jequitibá e peroba. O território goiano apresenta a típica vegetação do Cerrado. Arbustos altos e árvores de galhos retorcidos e de folha e casca grossas e raizes profundas formam boa parte da vegetação. Municípios como Goiânia, Anápolis, bem como diversos outros localizados no sul do estado possuem estreitas faixas de floresta Atlântica, as quais, na maioria das vezes, cobre margens de rios e grandes serras.

Ao contrário das áreas de caatinga do Nordeste brasileiro, o subsolo do cerrado apresenta água em abundância, embora o solo seja ácido, com alto teor de alumínio, e pouco fértil. Por esse motivo, na estação seca, parte das arvores perde as folhas para que suas raízes possam buscar a água presente no subsolo.

Exemplos de árvores do cerrado são: lobeira, mangabeira, pequizeiro, e de algumas plantas medicinais, como a caroba e a quineira.

Fauna

A fauna em Goiás é riquíssima, destacando-se animais de variadas espécies, como capivaras e antas, as margens de rios e riachos. Nas matas: onças, tamanduás, macacos e animais típicos do cerrado, como a ema e a seriema. Pássaros de variadas espécies enriquecem a nossa fauna, além de peixes e anfíbios nos rios e lagos espalhados em todo o estado.

Para proteger as florestas, a flora e a fauna, foram criados pelo Governo parques e reservas florestais, onde são proibidas a pesca, a derrubada das arvores e a caça. No estado foram criados: Parque Nacional das Emas – em Mineiros no sul do estado. Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – nos municípios de Alto Paraíso e Cavalcante.

Hidrografia

Ver artigo principal: Lista de rios de Goiás

Goiás é banhado por três bacias hidrográficas: a Bacia do rio Paraná, a Bacia do Tocantins e a Bacia do São Francisco. Os principais rios são: Paranaíba, Aporé, Araguaia, São Marcos, Corumbá, Claro, Paranã e Maranhão.

Lagos e lagoas
  • Lagoa Feia – Nas cachoeiras do Rio Preto, perto de Formosa.
  • Lagoa Formosa – No município de Planaltina, próximo de Brasília.
  • Lagoa Piratininga – As águas quentes, no município de Caldas Novas.
  • Lagoa dos Tigres – Suas águas vêm do Rio Água Limpa, formam também o Lago dos Tigres, desaguando no Rio Vermelho, no município de Britânia.
  • Lagoa Santa – No município de Itajá.
  • Lagoa Aporé – Suas águas são consideradas medicinais, com temperatura elevada e de alto teor sulfúrico.
  • Lagoa Bonita – Ou Lagoa Mestre D’Armas, perto da cidade de Planaltina.
  • Lago Azul – No município de Três Ranchos.
  • Lago do Acará – No município de Britânia, deságua no Rio Araguaia.
  • Lago de Cachoeira Dourada – Formado pelo represamento do Rio Paranaíba para a hidrelétrica Cachoeira Dourada.
  • Lago do Iú – No município de Jussara.
  • Lago Serra da Mesa – Nos municípios de Niquelândia, Minaçu e Uruaçu, maior lago de Goiás e do Brasil em volume de água.
  • Lago de Cana Brava – Nos municípios de , Minaçu e Cavalcante.

Mesorregiões, microregiões e municípios

Goiânia, capital do estado de Goiás.

Goiânia, capital do estado de Goiás.

Ver artigo principal: Mesorregiões de Goiás

O estado de Goiás é divido estatisticamente em cinco mesorregiões, dezoito microrregiões e 246 municípios segundo o IBGE (Instituto Brasileio de Geografia e Estatítica).

Transportes

Rodovias

Goiás possui uma extensa malha viária. Conta com 3.400 Km de rodovias federais, 18.610 quilômetros de rodovias estaduais e 64.690 quilômetros de rodovias municipais, o que totaliza 86.700 quilômetros de rodovias, dos quais somente 7.822 são pavimentados.

A BR-153 corta o estado de Norte a Sul, ligando Itumbiara, na divisa com Minas Gerais, a Porangatu, na divisa com Tocantins. A BR-040 que liga Brasília a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro conecta também, por sua vez, diversos municípios goianos como Cristalina, Luziânia, Valparaíso de Goiás.

Outras rodovias dignas de destaque são a BR-060 que liga Brasília a Goiânia e ao Mato Grosso do Sul, cortando o Sudoeste goiano; e a GO-070, que liga Goiânia a Aruanã, no Noroeste do estado.

Ferrovias

Atualmente o transporte ferroviário é pouco utilizado em Goiás, o Estado possui um trecho de linha férrea que interliga parte de Minas Gerais ao Sudeste de Goiás e um outro trecho que interliga o Sudeste Goiano à capital Goiânia passando por Senador Canedo, cidade na qual possui grande distribuidoras petrolíferas e abatedouros de grande porte junto a margem dessa ferrovia. Mas este quadro pode mudar já que o Governo Federal começou as obras da Ferrovia Norte-Sul com grande parte já pronta em Goiás, despontando do recém criado Porto Seco de Anápolis em direção ao Tocantins lado norte e lado sul indo em direção a Minas Gerais. A Ferrovia Norte-Sul está bem infra-estruturada na região norte do país devido aos investimentos crescentes do Governo Federal. Há uma previsão que seja finalizada antes do fim do mandato do atual presidente do Brasil.

Hidrovias

Há apenas uma hidrovia no Rio Paranaíba e o principal porto dela é o de São Simão que faz parte da Hidrovia Paraná-Tietê.

Economia

A economia se baseia no comércio, na pecuária na indústria (de mineração, alimentícia, farmacêutica, de vestuário, mobiliária, metalúrgica, madeireira), na pecuária (principalmente bovinos, aves e suinos) e na agricultura (soja, milho, arroz, algodão, cana-de-açúcar, sorgo, trigo e girassol).

Pecuária

A pecuária é a criação de gado. A criação de bovinos é a mis importante atividade econômica da região. Criam-se também caprinos, ovinos, asininos, muares, suínos, eqüinos. Em Goiás, a pecuária está experimentando crescimento extraordinário, fornecendo, alem da produção do leite, outros derivados como carne, couro, lã e pele.

Extrativismo mineral

Nosso estado e rico em reservas minerais. O subsolo goiano apresenta grandes variedades de minérios, que dá condições economicamente muito favoráveis. Sendo os principais minérios o níquel, manganês, calcário, sendo os principais municípios mineradores Niquelândia e Barro Alto.

História

um dos exemplos da arquitetura barroca em Goiás.

Fachada da Igreja da Boa Morte, na Cidade de Goiás: um dos exemplos da arquitetura barroca em Goiás.

Ver artigo principal: História de Goiás

Patrimônio da Humanidade

Em Goiás, por ser um dos estados com grande beleza ecologica e historica, temos alguns patrimônios mundiais tombados pela UNESCO, e pelo IPHAN, mas estamos ainda querendo que a UNESCO considere a cidade de Pirenópolis como patrimonio, porque a mesma já é patrimonio nacional.

População

De acordo com o IBGE em julho de 2006 Goiás tinha 5.635.890 Habitantes, sendo o estado mais populoso do Centro-Oeste. O acentuado crescimento demográfico no estado começou após a construção de Goiânia em 1933 e aumentou ainda mais após a construção de Brasília. Atualmente a taxa de crescimento estadual é maior que a nacional.

Demografia

A densidade demográfica do estado era de 16,52hab/km² em 2005. As regiões mais populosas são: Região Metropolitana de Goiânia com pouco mais de 2 milhões de habitantes e a leste ou Região do Entorno de Brasília com 1,1 milhões.